Ré, primeira, segunda, terceira, quarta e quinta…

2 06 2008

Uns odores estranhos, mas no entanto peculiares.

A noite anda boa, mas nao o bastante para que a manha seguinte me soe como acolhedora.

Ela olha para o canto de uma parede e lá está um violao, numa capa marrom desbotada e com o zíper sem funcionalidade. Fica olhando-se num espelho auto-crítico e auto-destrutivo, as lembranças sempre sao fomentadas e as memórias sempre deixam um resquício de melancolia  e um gosto amargo-doce-salgado.
Talvez seja pelo fato que o doce só é tao doce, por que existe o amargo… E o salgado só é salgado por quê existe o doce e o amargo… Mas, e o amargo, por quê é tao perene assim? Ou seria essa confusao de sabores mais perene que minhas papilas gustativas conseguem distinguir.

Veja você uma situaçao já vivenciada e com protagonistas diferentes, onde os caminhos sao os mesmos… Mas, as portas a serem abertas levam para caminhos [des]conhecidos.
Ela diz e concretiza pensamentos que [re]soam em ondas numa só frequencia: vivemos num mantra, tal como virar de um lado para o outro da cama, abrir os olhos, olhar no relógio, puxar o lençol e voltar a dormir. Mas, ficar sentada numa só posiçao deixa a perna “dormente”, mesmo estando com os olhos bem abertos a ponto de estar escrevendo frases descontinuadas e sem muito sentido, mas enfim… acho que ela está recomeçando.

 

 

p.s: favor considerar o teclado dela, que encontra-se desconfigurado ou meramente despreocupado com as regras de acentuaçao portuguêsa-brasileira.

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