La Valse

26 10 2008

Ultimamente ando sem tempo para nada, mas com todo tempo do mundo para o ócio.

É engraçado alguns termos que constantemente nos flagramos pensando e até mesmo transmitindo-os.
Afinal, existe saudade?! Ou existe a falta?! Prefiro acreditar que saudade está vinculada a algo recíproco e verdadeiramente sentido. No entanto, a falta é um desprendimento ou até mesmo um prendimento a uma ocasião, momento e/ou circunstância e claro: a alguém.

Me flagro [como qualquer outrem] com uma saudade demasiada da minha infância. Quando envelhecemos [22 ainda não é velhice, mas tudo bem], queremos a qualquer preço nossa infância de volta. E é  daí que vem a vontade de passar tudo que você aprendeu [ou não] com sua mãe, pai ou qualquer pessoa que tenha exercido um singelo papel na sua vida, para aquela pessoinha que foi surge de forma inesperada [ou não] na sua vida e é nesses momentos que vejo que o mundo ainda é um bom lugar para se viver.

Ontem, lembrei de Amélie Poulain [na verdade, constantemente lembro dela]. E acho o filme do Jean Pierre uma obra da vida. Sobretudo a cena da cafeteria, onde a Amélie feliz e nervosa vê que conseguiu cumprir o que queria: entregar aquela caixinha para aquele senhor que um dia foi uma criança feliz. Não lembro precisamente da frase, mas a idéia é: “O tempo passa e sua vida cabe dentro de uma caixinha.”
Isso chega a ser mágico, se não fosse trágico. Mas, o que acontece para finalmente cairmos em si e vermos que a vida passou e o que você fez de diferente? O que conquistou ou se realmente foi feliz ou se a falta se fundiu a saudade de algo ou alguém. Ou se o medo de sentir saudade, fez da falta um escudo?
Vez por outra, uma pergunta vem à tona: “Qual seu diferencial?!” [mas, isso é assunto para outro tópico e do jeito que posto ultimamente, capaz que vire assunto pro ano que vem. rs]

Tenho pessoas que realmente sinto saudade e falta… Outras, somente saudade e tantas somente falta. Mas, é complicado colocar cada uma numa prateleira à parte.

E constato que somos um filme repetido da vida de alguém. E esse alguém, o que sente? Saudade? Receio? Medo ou Falta?!

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3 responses

26 10 2008
donna

O fabuloso destino de Amélie Poulain é um sopro de vida, não?

quanto à falta e à saudade… acho que a saudade é um sentimento momentâneo, o qual matamos quando encontrados a pessoa alvo dela.
falta é constante, é quando de fato não temos mais a pessoa… falta é o que sentimos quando as pessoas vão embora da nossa vida.

😉

26 10 2008
Jaque

Bom,…
Esse assunto definitivamente não é algo do qual eu possa dar pitaco. Já pensei sobre isso tantas vezes e mesmo assim continuo com os mesmos questionamentos.
Tomara que você não fique como eu, alguém que escolhe de quem sentir falta.

27 10 2008
Lora Nascente

Eu nunca tinha parado pra pensar na ‘diferença’ entre sentir saudade e sentir falta.
Uso mto a palavra saudade, qndo na verdade deveria ser falta!
Sei lá, talvez não!
Num sei mesmo!
Sinto saudade do q nunca vivi, sinto saudade de vc,
mas como posso sentir saudade de vc se nunca te vi?
é meio complicado isso!

adorei fiotinha, virei aki mais vezes!

xerim

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